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Entenda os tipos de dívidas e previna-se

Confira as mais comuns, as de juros mais altos e as novidades do rotativo.



Segundo pesquisa recente do SPC Brasil, quase metade (46%) dos brasileiros atrasaram ou deixaram de pagar alguma conta em 2016. Além disso, o mesmo estudo ainda destaca, curiosamente, que oito em cada dez brasileiros não sabem ao certo o que é estar endividado.

Se você fosse um dos entrevistados dessa pesquisa, qual das seguintes opções escolheria?

A) uma pessoa com dívidas é aquela que tem contas em atraso.
B) está endividado quem tem o nome cadastrado em entidades de proteção ao crédito.
C) uma pessoa endividada é aquela que possui parcelas a vencer e empréstimos feitos.

De acordo com o SPC Brasil, 45% dos entrevistados escolheram a alternativa A, outros 31% optaram pela resposta B e apenas 21% dos interrogados compreende que, na verdade, dívidas são compromissos a pagar, mesmo que ainda não vencidos. Ou seja, a resposta correta seria a alternativa C.

Que tal entendermos, então, um pouco melhor sobre alguns dos tipos de dívidas mais comuns?

Acompanhe também o que mudou com a nova determinação do Banco Central sobre o rotativo do cartão:

– O crédito rotativo e as novas regras

Quando usado com consciência e planejamento, o cartão de crédito torna-se uma ótima ferramenta financeira. Porém, quando se opta por pagar apenas o valor mínimo da fatura, o consumidor entra no crédito rotativo do cartão. Ou seja, uma espécie de crédito automático é liberada e o consumidor só precisará pagar o débito residual (com juros) na próxima fatura.

A questão é que os juros relativos ao crédito rotativo são alguns dos mais altos do mercado (em janeiro deste ano chegaram a 15% ao mês, aproximadamente). E se não houver realmente um bom planejamento para quitação, a dívida pode ir se acumulando aos juros e virar uma bola de neve.

Aliás, as dívidas com o crédito rotativo foram as mais comuns no Brasil em 2016, comprometendo cerca de 19% da população. A situação, inclusive, fez o Banco Central divulgar uma nova determinação que passou a valer no último dia 3 de abril.

A partir de agora, quem optar por pagar o valor mínimo da fatura do cartão não poderá repetir essa opção no mês seguinte. A ideia é restringir o uso do rotativo e motivar os bancos a oferecer soluções de parcelamento com juros mais baixos.

Assim, em vez do consumidor alongar indefinidamente sua dívida, fazendo o pagamento mínimo por vários meses seguidos, o banco deverá oferecer uma linha de crédito para que o consumidor parcele sua dívida, negociando um prazo determinado e juros menores para o pagamento.

– Cheque especial

O cheque especial é uma espécie de crédito pré-aprovado de liberação automática. Não é preciso fazer a solicitação do empréstimo. Sabe quando o acaba o saldo da conta corrente, mas continua sendo possível usar o cartão de débito até determinado limite? Esse é o cheque especial.

Sem dúvidas, trata-se de uma comodidade poder gastar mais dinheiro do que realmente se tem na conta sem nem, ao menos, precisar fazer um pedido formal de empréstimo. Mas essa facilidade do cheque especial tem um preço. Afinal, em janeiro deste ano, os juros referentes ao cheque especial estavam em aproximadamente 13% ao mês, porcentagem considerada elevada.

Diante disso, o ideal é ficar atento ao seu orçamento mensal, planejando seus gastos dentro do limite da sua renda, sem precisar depender do cheque especial ou do rotativo do cartão que, apesar de cômodos, são créditos com altos custos agregados.

– Financiamentos

Outra dívida comum dos brasileiros é com parcelas de financiamentos, principalmente financiamentos imobiliários e financiamentos de automóveis. Em ambos os casos, como a garantia do crédito é o próprio bem, as taxas de juros costumam ser mais baixas (até 3% ao mês, em média). Mas é preciso ter alguns cuidados:

Um financiamento imobiliário tem um longo prazo (em geral, até 30 anos). Portanto, é bom ficar bem atento ao valor das parcelas. Por mais que já exista uma limitação que não permite comprometer mais do que 30% da sua renda comprovada, ainda assim, é necessário verificar se você pode mesmo comprometer esses 30% em um financiamento ou se é melhor diminuir um pouco mais essa porcentagem para conseguir pagar com mais tranquilidade. Afinal, ninguém quer ficar décadas apertado financeiramente.

De qualquer forma, o financiamento imobiliário ainda pode ser visto como um investimento. Enquanto o financiamento de automóveis, não, pois o bem já começa a se desvalorizar desde que sai da concessionária. Isso sem contar os gastos com manutenção, combustível, etc. Por isso, muitos educadores financeiros indicam o consórcio como alternativa ao financiamento de automóveis. Outra boa solução é poupar o dinheiro e investir, deixando para comprar o veículo à vista.

– Empréstimos

Apesar de ser uma das modalidades que, na mentalidade popular, está mais associada a dívidas, os compromissos com empréstimos têm sido menos recorrentes que outros créditos automáticos (como o rotativo e o cheque especial). Aliás, as taxas de juros também são, em geral, menores.

O crédito consignado, por exemplo, tem uma das menores taxas de juros do mercado (entre 1% e 1,5% ao mês, aprox.). Afinal, o desconto é feito direto na folha de pagamento ou no benefício do INSS. E pode ser uma boa alternativa quando se tem uma dívida com juros mais altos, para quitá-la e ficar pagando juros menores, com melhores condições de resolver a situação.

Outra opção é o crédito pessoal, com uma taxa de juros que costuma ser um pouco maior do que a do crédito consignado (de 2% a 6% ao mês, em média), mas que ainda pode compensar para trocar dívidas de altos juros, caso você não tenha acesso à primeira opção.

De qualquer forma, é aconselhável cautela antes de qualquer solicitação de crédito, analisando a real necessidade do empréstimo, comparando os Custos Efetivos Totais entre várias instituições financeiras e planejando-se para quitar com seus compromissos.

– Outras dívidas e dicas

Além dos tipos já citados, outras dívidas bastante frequentes são com os cartões de lojas (vestuário, calçados, eletros, etc.) e com contas usuais (luz, água, telefone, Internet, etc.).

Para evitar situações assim, lembre-se:

> Evite compras por impulso. Reavalie sua real necessidade de compra, pensando bem antes de criar uma nova dívida.
> Acompanhe de perto seu orçamento mensal. Mantenha um controle frequente das suas despesas e não gaste mais do que recebe. Se preferir, baixe um app de controle financeiro em seu smartphone ou tablet para lhe ajudar na tarefa. (como o Sicoob Minhas Finanças Google Play ou App Store)
> Pesquise sempre os menores preços e as melhores condições e não deixe de pedir desconto sempre que possível.
> Se necessário, faça substituições para economizar. Troque a academia por exercícios ao ar livre, o cinema pela sessão pipoca em casa, o carro pelo transporte público ou pela bicicleta, se possível, etc.

Fonte: Seu Dinheiro Vale Mais